Foi um belíssimo fim-de-semana, ainda por mais acrescido de um feriado à segunda-feira, o que permitiu tornar num fim-de-semana não só repleto de orientação mas de passeios turísticos e alguma neve.
No sábado decorreu a prova de distância média (4km e 19 pontos de controlo).
Parti já com algum atraso e deparei-me com um mapa diferente, com imensa simbologia sobreposta, um forte nevoeiro e vários grupos de pessoas perdidas, questionando-se à procura do primeiro ponto.
Fui com calma, a tentar ler o relevo e compreender o mapa e fui assim progredindo.
No ponto 3 para o 4, andei a saltitar cerca após cerca e desorientei-me.. Não conseguia identificar no mapa e demorou um pouco até acertar.
Mas a maior passeata pelos campos de Idanha ocorreu no ponto 9 para 10. Mais outro tempo digno de record (do pior tempo!) - 24 minutos.. Pior que a frustração de não encontrar o ponto, é pensar-se que se está certo e começar numa espécie de teimosia, de que o mapa deve estar mal cartografado, alias até estava mais pessoas como eu, convictas que deveria ser mesmo ali o ponto mas onde estaria ele?! Andei eu ali a subir o monte e a descer pensando que estava certa, tinha de ser ali mesmo, a voltar atrás e ir ate ao fim do caminho, certa de que no final do mesmo, iria encontrar o ponto mas nada.. Cada tentativa era infrutífera. Até quando num momento de luz, pensei "vou experimentar este caminho que ali esta, vou soltar por este tronco e vou explorar por dentro da vegetação"..E não é que encontro o ponto!
Até hoje, tenho dúvidas deste ponto. Ou aquele caminho não estava bem representado (o que duvido, partindo do pressuposto da boa qualidade cartográfica relatada por todos), ou aquele caminho terminava ali e o que parecia ser a continuação, só o era por muitos pés de atletas que por ali passaram..
Terminei a prova após 2h03.

No domingo decorreu a prova de distância longa (5,5km e 17 pontos de controlo).
Parti novamente atrasada (na próxima prova vou levar relógio e comparar o tempo, acho que o meu relógio anda atrasado comparativamente ao colocado nas provas!) sob um manto de chuva. Chuva essa que foi sempre uma constante durante todo a prova. Os meus ténis por cada passada, libertavam água do seu interior.
Apesar de piores condições climatéricas, a prova correu-me melhor. Nas últimas provas tenho notado que a experiência da prova do dia anterior, beneficia e melhora a prestação da prova do dia seguinte.
No entanto, um novo record de tempo (do pior tempo!) do ponto 10 para 11- 26 minutos..E mais uma vez por causa da teimosia de que estava no sitio certo e que tinha de ali estar, afinal havia tantas rochas para procurar ali e se no mapa diz que é numa rocha, não há tempo a perder e toca a vasculhar todas as rochas das imediações!! Se não fosse a chuva que não cessava de cair, o cansaço e frustração a apoderar-se de mim e era um jogo divertido da apanhada e da escondida, interrompido só quando cheguei ao meu ponto 9!! Aí percebi onde estava exactamente e daí fui rápida direitinha ao ponto certo!!
O ponto 14 tb foi outro candidato ao prémio do pior tempo – 19:53. Para além de ser uma grande pernada, tinha imensas vedações, ao ponto de chegar a ficar cercada de altos muros e ter de voltar para trás a procurar um outro muro para saltar.. Acho que não minto se dizer que nunca saltei tanto muros como nesta prova!!
Cheguei ao fim após 2h11 completamente encharcada mas feliz. Afinal é tão bom sentir e estar em contacto assim com a natureza, olhar à volta e não ver mais nada que verde e castanho dos pastos.
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